sábado, 10 de outubro de 2015
Então deve ser isto o casamento
Então deve ser isto o casamento. Deixares de te preocupar com a outra pessoa e assumir que tudo o que ela diz é para te chatear, para tornar a tua vida miserável. É teres medo de ir a 140 km/h num dia de chuva e vento. Pedires a medo, com toda a humildade possível se podemos ir mais devagar e levares com uma gritaria descomunal, uma ameaça de que levas tu o carro e uns insultos gratuitos. Grandessíssima boca, mesmo quando fala pianinho. Agora vais na viagem com medo na mesma e com o coração despedaçado. Acabou a história do "vou-te proteger, minha princesa". É cada um por si e parece valer tudo.
quarta-feira, 30 de setembro de 2015
Homem vs. mulher
Um homem chega a casa depois de um dia stressante e exaustivo. Senta-se no sofá e a mulher faz tudo ["coitado, teve um dia difícil"]. Uma mulher chega a casa depois de um dia stressante e exaustivo e ou faz tudo na mesma ou decide não fazer nada e senta-se no sofá, ao lado do homem que, mesmo sem ter tido um dia stressante e exaustivo, está lá na mesma. Não fez o jantar, não foi às compras ao Pingo Doce, não pôs a reciclagem lá abaixo, não meteu nenhuma das máquinas a lavar. Perdoem-me o cliché mas na minha próxima vida quero mesmo ser homem.
domingo, 27 de setembro de 2015
"Emagrece, que as coisas já te correm bem"
Quando a pessoa que vai estar ao teu lado [supostamente] para o resto da vida consegue dizer-te isto sem pestanejar, sabendo que te está a magoar profundamente, atenção: só podes contar contigo. E tens que gostar de ti, tens mesmo, não há outra hipótese.
A única coisa mais forte que a dor neste momento é a vontade de te esfregar na cara aquilo que vou conseguir. Deste-me a melhor das motivações. Watch me.
A única coisa mais forte que a dor neste momento é a vontade de te esfregar na cara aquilo que vou conseguir. Deste-me a melhor das motivações. Watch me.
domingo, 6 de setembro de 2015
Perder esta batalha... não é perder a guerra!
Sobre o interminável processo de recrutamento onde pensava ainda me encontrar: a A. disse-me hoje que a amiga dela, a R., lhe contou que colocaram uma rapariga que já trabalhava a recibos verdes para eles num cargo que ela acredita ser aquele a que concorri. Ridículo terem feito tantos testes e entrevistas se já tinham alguém em mente. E ridículo se já meteram alguém e não avisaram os restantes candidatos [ainda no dia 02/09 voltei à carga com um e-mail ao qual ainda não obtive resposta]. Ela disse que a amiga não tinha a certeza mas no meu coração sei que sim, que é verdade. E, por isso, hoje foi o dia em que desisti deles. Posso ter perdido esta batalha mas não perdi a maldita guerra!
sexta-feira, 28 de agosto de 2015
E a burra sou eu?
Como dizia o Scolari: "E o burro sou eu?". Neste caso a burra. E sim, sou eu, fui eu.
Desde o ressabiamento relativamente ao meu casamento - foi aí que tudo começou - que decidi que a minha chefe e, consequentemente a minha empresa, não me mereciam. Em Março recebi a notícia da renovação do contrato por mais um ano mas isso em nada me fez mudar de ideias. Nos meus sonhos mais egoístas, quanto mais estragos provocasse no trabalho da minha chefe com a minha saída, melhor. Podia ser que ela aí me valorizasse, que reconhecesse que sem mim teria que trabalhar a sério em vez de brincar aos chefes e passar a vida a encaminhar-me os e-mails dela com ordens tão pequenas quanto irritantes como: "arquiva na pasta W, articula com X, responde Y, envia Z".
Ontem, durante a minha segunda semana de férias, leio um e-mail dela para a equipa a dizer que está grávida. De gémeos. Só a mim. Estará de baixa até dia 20/09 porque "estou cansadíssima e com enjoos e acreditem que não me queriam aí ainda mais rabujenta do que o costume". Se já está de baixa e ainda nem está grávida de três meses, há-de passar a gravidez toda de baixa, certamente, até porque já tem 35 anos. Entretanto, aqui a mula - ou burra, adequa-se mais - também vai ter trabalho a dobrar. Vou fazer o meu trabalho, o dela, e ainda vou coordenar o trabalho da estagiária. Tudo isto com o meu ordenado da treta. Mais do que nunca tenho que me pôr na alheta. E rápido.
Ontem enervei-me tanto com esta merda que à noite estava com uma infecção urinária. É o karma. De manhã chamei-lhe tantos nomes e disse tantas coisas horríveis que o E. estava boquiaberto. À noite fui presenteada com uma bela dor aguda na bexiga. Agonizei durante horas, sentada na sanita com a caneca de chá de cavalinha na mão, e só consegui deitar-me por volta das 1h30, com um analgésico no bucho. Agora estou no Centro de Saúde e, acreditem, não há maior castigo. Desta empresa já levo duas infecções urinárias e uma dioptria no olho esquerdo. Muito agradecida.
Desde o ressabiamento relativamente ao meu casamento - foi aí que tudo começou - que decidi que a minha chefe e, consequentemente a minha empresa, não me mereciam. Em Março recebi a notícia da renovação do contrato por mais um ano mas isso em nada me fez mudar de ideias. Nos meus sonhos mais egoístas, quanto mais estragos provocasse no trabalho da minha chefe com a minha saída, melhor. Podia ser que ela aí me valorizasse, que reconhecesse que sem mim teria que trabalhar a sério em vez de brincar aos chefes e passar a vida a encaminhar-me os e-mails dela com ordens tão pequenas quanto irritantes como: "arquiva na pasta W, articula com X, responde Y, envia Z".
Ontem, durante a minha segunda semana de férias, leio um e-mail dela para a equipa a dizer que está grávida. De gémeos. Só a mim. Estará de baixa até dia 20/09 porque "estou cansadíssima e com enjoos e acreditem que não me queriam aí ainda mais rabujenta do que o costume". Se já está de baixa e ainda nem está grávida de três meses, há-de passar a gravidez toda de baixa, certamente, até porque já tem 35 anos. Entretanto, aqui a mula - ou burra, adequa-se mais - também vai ter trabalho a dobrar. Vou fazer o meu trabalho, o dela, e ainda vou coordenar o trabalho da estagiária. Tudo isto com o meu ordenado da treta. Mais do que nunca tenho que me pôr na alheta. E rápido.
Ontem enervei-me tanto com esta merda que à noite estava com uma infecção urinária. É o karma. De manhã chamei-lhe tantos nomes e disse tantas coisas horríveis que o E. estava boquiaberto. À noite fui presenteada com uma bela dor aguda na bexiga. Agonizei durante horas, sentada na sanita com a caneca de chá de cavalinha na mão, e só consegui deitar-me por volta das 1h30, com um analgésico no bucho. Agora estou no Centro de Saúde e, acreditem, não há maior castigo. Desta empresa já levo duas infecções urinárias e uma dioptria no olho esquerdo. Muito agradecida.
segunda-feira, 10 de agosto de 2015
Como é que chegámos aqui, hoje, a isto?
Como é que chegámos aqui, hoje, a isto?
Nós, que nos mantivemos firmes quando todos os outros desmoronaram.
Nós, que somos pedras de mármore, quando todos os outros são pó.
Como é que chegámos aqui, hoje, a isto?
Cada minuto assim é uma hora e cada hora assim é um dia e dói, dói tanto!
Diz-me que não sentes o que disseste,
Diz-me que amanhã vamos estar bem e vais-me envolver no teu abraço,
Diz-me que amanhã não vou sentir esta raiva.
Diz-me: como é que chegámos aqui, hoje, a isto?
Nós, que nos mantivemos firmes quando todos os outros desmoronaram.
Nós, que somos pedras de mármore, quando todos os outros são pó.
Como é que chegámos aqui, hoje, a isto?
Cada minuto assim é uma hora e cada hora assim é um dia e dói, dói tanto!
Diz-me que não sentes o que disseste,
Diz-me que amanhã vamos estar bem e vais-me envolver no teu abraço,
Diz-me que amanhã não vou sentir esta raiva.
Diz-me: como é que chegámos aqui, hoje, a isto?
quinta-feira, 6 de agosto de 2015
35 days later... the same old shit
Acabei de fazer as contas. Faz hoje 35 dias que aguardo uma decisão que mudaria a minha vida. A nossa vida. Fuck.
Calendário do advento:
Segunda-feira, 30/03: enviei o curriculum vitae, a carta de motivação e as cartas de recomendação
Terça-feira, 14/04: enviei e-mail a solicitar ponto de situação relativamente ao processo de recrutamento
Sexta-feira, 01/05: ligaram de um número que não conhecia ao final do dia [liguei de volta mais tarde, ninguém atendeu, mas descobri de onde era]
Segunda-feira, 04/05: liguei e marcámos entrevista para quarta-feira, 06/05
Terça-feira, 05/05: enviaram e-mail a desmarcar a entrevista [tentaram ligar mas eu estava sem rede]
Sábado, 23/05: ligaram para marcar entrevista para 27/05. Disse que não podia pois estaria de férias nos Açores
Quarta-feira, 27/05: enviaram-me SMS e marcámos a entrevista para terça-feira, 02/06
Terça-feira, 02/06: fui à primeira entrevista
Terça-feira, 16/06: enviei e-mail a solicitar ponto de situação relativamente ao processo de recrutamento
Quarta-feira, 17/06: enviaram e-mail a dizer que ainda não tinham novidades
Sábado, 27/06: enviaram e-mail a dizer que tinha passado à próxima fase [encontrava-me entre os três melhores candidatos]. Propuseram entrevista para terça-feira, 30/06. Disse que não era possível e sugeri que a entrevista fosse a 29/06
Segunda-feira, 29/06: ligaram e marcámos entrevista para quinta-feira, 02/07
Quinta-feira, 02/07: fui à segunda entrevista
Quarta-feira, 22/07: liguei a perguntar ponto de situação e disseram que iam tentar ter uma decisão tomada até ao final da semana
Domingo, 26/07: enviaram e-mail a dizer que ainda não tinha sido possível fechar o processo de selecção
Agora percebem o desespero, certo?
Calendário do advento:
Segunda-feira, 30/03: enviei o curriculum vitae, a carta de motivação e as cartas de recomendação
Terça-feira, 14/04: enviei e-mail a solicitar ponto de situação relativamente ao processo de recrutamento
Sexta-feira, 01/05: ligaram de um número que não conhecia ao final do dia [liguei de volta mais tarde, ninguém atendeu, mas descobri de onde era]
Segunda-feira, 04/05: liguei e marcámos entrevista para quarta-feira, 06/05
Terça-feira, 05/05: enviaram e-mail a desmarcar a entrevista [tentaram ligar mas eu estava sem rede]
Sábado, 23/05: ligaram para marcar entrevista para 27/05. Disse que não podia pois estaria de férias nos Açores
Quarta-feira, 27/05: enviaram-me SMS e marcámos a entrevista para terça-feira, 02/06
Terça-feira, 02/06: fui à primeira entrevista
Terça-feira, 16/06: enviei e-mail a solicitar ponto de situação relativamente ao processo de recrutamento
Quarta-feira, 17/06: enviaram e-mail a dizer que ainda não tinham novidades
Sábado, 27/06: enviaram e-mail a dizer que tinha passado à próxima fase [encontrava-me entre os três melhores candidatos]. Propuseram entrevista para terça-feira, 30/06. Disse que não era possível e sugeri que a entrevista fosse a 29/06
Segunda-feira, 29/06: ligaram e marcámos entrevista para quinta-feira, 02/07
Quinta-feira, 02/07: fui à segunda entrevista
Quarta-feira, 22/07: liguei a perguntar ponto de situação e disseram que iam tentar ter uma decisão tomada até ao final da semana
Domingo, 26/07: enviaram e-mail a dizer que ainda não tinha sido possível fechar o processo de selecção
Agora percebem o desespero, certo?
quarta-feira, 5 de agosto de 2015
Considerações de uma quarta-feira como outra qualquer
A S. ligou-me no fim-de-semana passado com duas bombas: está grávida novamente e vem viver para Lisboa no fim do ano. E eu que achava que casar, ir de lua-de-mel, e terminar um mestrado tudo de seguida era viver no fio da navalha.
Faz amanhã um mês que comecei a fazer dieta e, segundo a traidora da minha balança, não perdi nem um quilo. Acho que nem quinhentas gramas. A sério, como é que é possível? Tirando a asneira no outro dia em casa da M. e do J. [já sabia que me ia meter na boca do lobo] e de uns quantos descontrolos no passado fim-de-semana em Acobaça [mesmo assim não bebi refrigerantes!], tenho passado uma fome desgraçada! Acresce ao meu sofrimento o facto de o E. passar a vida a comer gelado e amendoins ao pé de mim. Vou voltar para a Capitão, está decidido. E se ela não conseguir que eu perca pelo menos cinco quilos... God help me.
Começo a acreditar que o telefonema pelo qual aguardo há... já nem sei quanto tempo [se começar a fazer contas, desespero] nunca vai chegar. Parece que os e-mails, os telefonemas, as entrevistas, os press releases... nada disso aconteceu nesta vida mas numa outra qualquer, há muito muito tempo, da qual tenho apenas uma vaga memória. Parece que foi um delírio meu, que foi tudo fantasiado por mim. Ou então como quando se conta uma mentira tantas vezes que se chega a acreditar nela. Acho que até já perdi a esperança que me queiram. Já só quero que me dêem o golpe da misericórdia para que eu me liberte e consiga perseguir outra oferta de emprego com igual afinco.
Faz amanhã um mês que comecei a fazer dieta e, segundo a traidora da minha balança, não perdi nem um quilo. Acho que nem quinhentas gramas. A sério, como é que é possível? Tirando a asneira no outro dia em casa da M. e do J. [já sabia que me ia meter na boca do lobo] e de uns quantos descontrolos no passado fim-de-semana em Acobaça [mesmo assim não bebi refrigerantes!], tenho passado uma fome desgraçada! Acresce ao meu sofrimento o facto de o E. passar a vida a comer gelado e amendoins ao pé de mim. Vou voltar para a Capitão, está decidido. E se ela não conseguir que eu perca pelo menos cinco quilos... God help me.
Começo a acreditar que o telefonema pelo qual aguardo há... já nem sei quanto tempo [se começar a fazer contas, desespero] nunca vai chegar. Parece que os e-mails, os telefonemas, as entrevistas, os press releases... nada disso aconteceu nesta vida mas numa outra qualquer, há muito muito tempo, da qual tenho apenas uma vaga memória. Parece que foi um delírio meu, que foi tudo fantasiado por mim. Ou então como quando se conta uma mentira tantas vezes que se chega a acreditar nela. Acho que até já perdi a esperança que me queiram. Já só quero que me dêem o golpe da misericórdia para que eu me liberte e consiga perseguir outra oferta de emprego com igual afinco.
sexta-feira, 31 de julho de 2015
Chefe termostato
Hoje descobri o tipo de chefe que tenho: chefe termostato. Encontrei um artigo que, se não fosse o autor referir que 80% dos chefes são deste tipo, eu acreditava que ele conhecia a M. e que ela tinha sido a sua musa inspiradora.
"Muitos chefes [...] funcionam como um termostato. Enquanto as coisas vão correndo bem, o circuito mantém-se desligado e não existe qualquer reacção da parte deles. Quando algo de menos bom se passa, o circuito liga, eles acordam e tratam de zurzir. Tal como o termostato, só ligam para corrigir, repreender, censurar e punir. Nunca para reconhecer, recompensar e, muito menos, celebrar. Este tipo de gestores pensa, genuinamente, que o seu principal papel é corrigir o que está mal e não reforçar e incentivar o que está bem. Focam-se em procurar erros e raramente têm um gesto de reconhecimento por um bom trabalho. Para quê? Só fizeram a sua obrigação! [...]. Para eles o importante é ter procedimentos claros e sistemas de controlo que permitam detectar e corrigir os comportamentos desalinhados. Trata-se de manter a disciplina, é para isso que me pagam!".
Enviei o artigo completo à A. e a resposta foi: "é tão igual que arrepia". Se arrepia.
"Muitos chefes [...] funcionam como um termostato. Enquanto as coisas vão correndo bem, o circuito mantém-se desligado e não existe qualquer reacção da parte deles. Quando algo de menos bom se passa, o circuito liga, eles acordam e tratam de zurzir. Tal como o termostato, só ligam para corrigir, repreender, censurar e punir. Nunca para reconhecer, recompensar e, muito menos, celebrar. Este tipo de gestores pensa, genuinamente, que o seu principal papel é corrigir o que está mal e não reforçar e incentivar o que está bem. Focam-se em procurar erros e raramente têm um gesto de reconhecimento por um bom trabalho. Para quê? Só fizeram a sua obrigação! [...]. Para eles o importante é ter procedimentos claros e sistemas de controlo que permitam detectar e corrigir os comportamentos desalinhados. Trata-se de manter a disciplina, é para isso que me pagam!".
Enviei o artigo completo à A. e a resposta foi: "é tão igual que arrepia". Se arrepia.
domingo, 19 de julho de 2015
Bocadinhos de ti
Cada vez que vamos a Coimbra perco um bocadinho de ti e não percebo porquê se foi aí que o nosso amor começou. Depois recupero-o já em Lisboa, quando voltamos à nossa rotina. Valha-me isso.
quarta-feira, 15 de julho de 2015
Amigas da onça
Tenho-me apercebido, com o avançar da idade, que as amigas que me conhecem há mais tempo, as que conhecem o melhor [e talvez o pior] de mim, são aquelas de quem, cada vez mais, espero menos. Parece que essas amigas andam demasiado ocupadas a serem amigas da onça e não minhas. Felizmente tenho outras amigas, cuja amizade não é medida pelo número de anos em que nos conhecemos, mas sim pelo número de risos, desabafos e choros partilhados.
segunda-feira, 6 de julho de 2015
A tia pequenina morreu
A tia pequenina morreu. E ainda que soubesse que este dia estava para chegar, parece que me apanhou desprevenida à mesma. Com a morte da tia pequenina, morreu também uma parte da minha infância. Aquela em que saltávamos de sofá em sofá com medo das baratas [nunca me esquecerei que partimos, numa dessas cowboyadas, o candeeiro épico da sala]. Aquela em que ela me ensinou a assobiar na cozinha [como é que me lembro disto como se tivesse sido ontem?]. Aquela em que eu e o J. vimos e fomos jurar à A. que a tia tinha comido um aranhão. Ainda hoje tenho dúvidas se o comeu.
Espero que estejas agora com a avó e que se estejam a dar bem. Tomem conta uma da outra, por favor. E obrigada por todo o amor que deste sempre à minha mãe.
Espero que estejas agora com a avó e que se estejam a dar bem. Tomem conta uma da outra, por favor. E obrigada por todo o amor que deste sempre à minha mãe.
segunda-feira, 29 de junho de 2015
Neeeext!
Primeiro foi a S. e confesso que me apanhou de surpresa. Lembro-me de ter pensado "credo, mas porquê tanta pressa?". Depois foi a A. e eu pensei "epa, ela já vai para o segundo e eu ainda nem pensei no primeiro mas ela é mais velha e tal...". Depois foi a D. e pela primeira vez pensei "ok, isto está mesmo a acontecer". Depois disso, um dia a passear com a M., ela diz-me que deixou de tomar a pílula e eu ia morrendo [mas afinal era por causa das varizes e ela até já a está a tomar novamente, ao que parece]. Depois vi no Linked In da O. que ela estava em "maternity leave". Hoje foi a vez da J. me contar que está grávida. Smart girl. Com 32 anos, namorado estável, casa [quase] própria, emprego para a vida e já muitas viagens ao estrangeiro no bucho, era agora o momento ideal. Só é triste o pai dela ter morrido há duas semanas.
Por favor Deus, deixa-me ficar sempre feliz pelas minhas amigas, como elas merecem, e não me deixes ficar ansiosa, corroída pelo sentimento de "sou a única que estou a ficar para trás" pois isso nem sequer é verdade e isto não é nenhuma competição.
Por favor Deus, deixa-me ficar sempre feliz pelas minhas amigas, como elas merecem, e não me deixes ficar ansiosa, corroída pelo sentimento de "sou a única que estou a ficar para trás" pois isso nem sequer é verdade e isto não é nenhuma competição.
quinta-feira, 25 de junho de 2015
Uma sesta no WC
Hoje, numa das minhas viagens pelo IC19 [essa bela estrada, na qual mais do que um otário por dia não cumpre os limites de velocidade, provocando acidentes que dão mais do que tempo para reflexões], veio-me à memória uma grande figura triste que fiz uma vez. Posso dizer que essa memória me fez hoje sorrir muito.
Era Agosto e eu tinha vindo de Coimbra para Lisboa, no dia anterior, de comboio, para ir a uma entrevista de emprego. Apanhei um autocarro logo de manhã em direcção ao Tagus Park, vestida com umas calças que agora não me devem entrar nem nos braços [já na altura deixavam-me sulcos nas pernas e barriga de tão justas que eram, credo]. Quando terminou a entrevista mandaram-me para uma outra, agora no Lagoas Park.
Depois daquilo que me pareceu uma eternidade à espera de um autocarro, sob um sol impiedoso, cheguei e só queria despachar a entrevista e ir para casa. Mas ainda faltavam umas boas horas. Almocei no Go Natural, vagueei um pouco pelas imediações, telefonei ao E. [um telefonema um pouco apressado, se bem me recordo, tal era o pânico de ficar sem bateria], enquanto cambaleava de sono. E foi então que surgiu a pior ideia da história das más ideias: ir dormir para a casa-de-banho comum da zona da restauração.
Escolhi estrategicamente o WC que ficava mais longe da entrada [aquele que muitas vezes está fechado porque está em manutenção ou porque guardam lá os produtos de limpeza... nunca percebi bem mas é um clássico em qualquer casa-de-banho pública]. Fechei o tampo da sanita, sentei-me o mais confortavelmente que consegui [cabeça encostada ao azulejo, com as costas um pouco arqueadas por estarem apoiadas no autocolismo], programei o despertador e ali encontrei o alívio imediato onde muitos também o encontram... mas normalmente com o tampo aberto. Ia acordando de vez em quando com conversas, máquinas de secar as mãos, portas a bater, babas a escorrer pelo canto da boca. Ficava alerta por minutos e depois mergulhava novamente nesse sono desesperado.
Essa sesta caiu-me que nem ginjas. A entrevista correu bem e eu fui seleccionada para o cargo. Final feliz.
[Uma vez a minha mãe contou-me que o meu pai desapareceu a meio de um casamento e só o encontraram horas depois a dormir debaixo do palco: os genes são tramados].
Era Agosto e eu tinha vindo de Coimbra para Lisboa, no dia anterior, de comboio, para ir a uma entrevista de emprego. Apanhei um autocarro logo de manhã em direcção ao Tagus Park, vestida com umas calças que agora não me devem entrar nem nos braços [já na altura deixavam-me sulcos nas pernas e barriga de tão justas que eram, credo]. Quando terminou a entrevista mandaram-me para uma outra, agora no Lagoas Park.
Depois daquilo que me pareceu uma eternidade à espera de um autocarro, sob um sol impiedoso, cheguei e só queria despachar a entrevista e ir para casa. Mas ainda faltavam umas boas horas. Almocei no Go Natural, vagueei um pouco pelas imediações, telefonei ao E. [um telefonema um pouco apressado, se bem me recordo, tal era o pânico de ficar sem bateria], enquanto cambaleava de sono. E foi então que surgiu a pior ideia da história das más ideias: ir dormir para a casa-de-banho comum da zona da restauração.
Escolhi estrategicamente o WC que ficava mais longe da entrada [aquele que muitas vezes está fechado porque está em manutenção ou porque guardam lá os produtos de limpeza... nunca percebi bem mas é um clássico em qualquer casa-de-banho pública]. Fechei o tampo da sanita, sentei-me o mais confortavelmente que consegui [cabeça encostada ao azulejo, com as costas um pouco arqueadas por estarem apoiadas no autocolismo], programei o despertador e ali encontrei o alívio imediato onde muitos também o encontram... mas normalmente com o tampo aberto. Ia acordando de vez em quando com conversas, máquinas de secar as mãos, portas a bater, babas a escorrer pelo canto da boca. Ficava alerta por minutos e depois mergulhava novamente nesse sono desesperado.
Essa sesta caiu-me que nem ginjas. A entrevista correu bem e eu fui seleccionada para o cargo. Final feliz.
[Uma vez a minha mãe contou-me que o meu pai desapareceu a meio de um casamento e só o encontraram horas depois a dormir debaixo do palco: os genes são tramados].
quarta-feira, 17 de junho de 2015
Há treze anos e oito meses apaixonada por ti
Hoje não é para falar de frustrações laborais, de ofertas de emprego excitantes, de desejos de carreira. Hoje é só para dizer que te amo, E. De todas as formas e feitios. Às vezes tenho vontade de te esganar mas na maioria das vezes quero-te é beijar - inclusivamente nas mãos, uma luta perdida -, apertar, mordiscar, cheirar, enroscar-me em ti. A verdade é que todos os dias, há treze anos e oito meses, que me fazes apaixonar-me por ti.
sábado, 13 de junho de 2015
Aguenta coração
Há lá melhor desmaquilhante do que um bendito choro antes de se ir dormir? Com um pedacinho de papel apenas, é ver o rímel todo a sair num instantinho. Maravilha.
Se pensar no motivo que originou este choro, é absurdo e custa-me a compreender que situações [que para mim são] tão insignificantes possam ter efeitos tão devastadores. Uma melga morta pisada sem querer, uma pinga de água que caiu no chão da cozinha, um bicho da prata que foi morto, arrastando o pé... a vida é tão curta para isto. As ofensas, essas, é como se estivessem sempre em filinha indiana, pensadas e prontas, aguardando a sua oportunidade.
O choro é, no entanto, subestimado. O choro atira-me para a cama sem forças mas ajuda-me a limpar a alma e a exorcizar outras mágoas, como aquele telefonema que teima em não chegar. Aguenta coração, vá lá, como já tens aguentado outras vezes.
Se pensar no motivo que originou este choro, é absurdo e custa-me a compreender que situações [que para mim são] tão insignificantes possam ter efeitos tão devastadores. Uma melga morta pisada sem querer, uma pinga de água que caiu no chão da cozinha, um bicho da prata que foi morto, arrastando o pé... a vida é tão curta para isto. As ofensas, essas, é como se estivessem sempre em filinha indiana, pensadas e prontas, aguardando a sua oportunidade.
O choro é, no entanto, subestimado. O choro atira-me para a cama sem forças mas ajuda-me a limpar a alma e a exorcizar outras mágoas, como aquele telefonema que teima em não chegar. Aguenta coração, vá lá, como já tens aguentado outras vezes.
segunda-feira, 8 de junho de 2015
Pés de princesa... Fiona
Os meus pés não foram feitos para saltos altos, pronto. E é com um enorme pesar que o admito. Ainda ontem admirei - com alguma inveja - uma mulher que se deslocava na FNAC como um felino, com passos firmes e elegantes, nuns sapatos que a mim me lembravam ferramentas de tortura da Inquisição Espanhola: altos como andas, um salto finíssimo e feitos daquele plástico rígido. Os meus pobres pés ficaram assados só de olhar para aquele aparato mas ela deslocava-se graciosamente, sem esforço. E o mais impressionante é que não consegui encontrar a mínima expressão de dor nela.
Antes de irmos para São Miguel adquiri, na H&M, uns sapatos lindos de morrer. É verdade que eram bem altos mas tinham tudo para dar certo: de cortiça [leves, portanto], com salto compensado [prometiam ser estáveis] e com fivelas de tecido [daquelas que aparentam não magoar o peito do pé].
Resolvi estreá-los este fim-de-semana numa saída a Cascais. Sad, sad, sad. Ainda estava bem quando chegámos ao restaurante mas a meio do jantar comecei a sentir os pés quentes. Aquele quente como se estivessem infectados. Mas alguém compreende isto?
Tudo o que aconteceu a seguir ao jantar está um pouco turvo na minha memória devido às dores que os sapatos me infligiram. A malta só queria andar. Porquê?! Os meus pés naqueles sapatos estavam certamente associados a um algoritmo infernal qualquer que envolvia tanto distância [número de passos dados] como tempo [número de minutos com os sapatos calçados].
Era certinho que estava com um [and]ar sofrido pois perdi a conta ao número de vezes que o E. e a M. me perguntaram "estão-te a doer os pés?" ou "estás bem?". Num esforço histoico, disse sempre que estava tudo bem enquanto me concentrava nas agulhas que se espetavam nas plantas dos pés a cada passo naquela dolorosa caminhada nocturna. Naquela noite eu fui Jesus Cristo na Via Latina. Quando cheguei a casa da M. já estava de chinelos [tinha-os no carro para conduzir] mas os estragos já estavam feitos. Parece que o quarto de hóspedes ganhou dois novos objectos decorativos...
Antes de irmos para São Miguel adquiri, na H&M, uns sapatos lindos de morrer. É verdade que eram bem altos mas tinham tudo para dar certo: de cortiça [leves, portanto], com salto compensado [prometiam ser estáveis] e com fivelas de tecido [daquelas que aparentam não magoar o peito do pé].
Resolvi estreá-los este fim-de-semana numa saída a Cascais. Sad, sad, sad. Ainda estava bem quando chegámos ao restaurante mas a meio do jantar comecei a sentir os pés quentes. Aquele quente como se estivessem infectados. Mas alguém compreende isto?
Tudo o que aconteceu a seguir ao jantar está um pouco turvo na minha memória devido às dores que os sapatos me infligiram. A malta só queria andar. Porquê?! Os meus pés naqueles sapatos estavam certamente associados a um algoritmo infernal qualquer que envolvia tanto distância [número de passos dados] como tempo [número de minutos com os sapatos calçados].
Era certinho que estava com um [and]ar sofrido pois perdi a conta ao número de vezes que o E. e a M. me perguntaram "estão-te a doer os pés?" ou "estás bem?". Num esforço histoico, disse sempre que estava tudo bem enquanto me concentrava nas agulhas que se espetavam nas plantas dos pés a cada passo naquela dolorosa caminhada nocturna. Naquela noite eu fui Jesus Cristo na Via Latina. Quando cheguei a casa da M. já estava de chinelos [tinha-os no carro para conduzir] mas os estragos já estavam feitos. Parece que o quarto de hóspedes ganhou dois novos objectos decorativos...
domingo, 17 de maio de 2015
Stepford wife
Hoje quero ser uma stepford wife! Desde que o F. se foi embora - depois de ter passado três dias comigo - aspirei a casa, limpei espelhos e mesa de vidro, lavei o chão da cozinha e lavei o caixote do lixo da cozinha (numa última tentativa desesperada de aniquilar o cheiro a cachimbo que fica sempre pela casa depois de o F. cá estar). Com a (pouca) energia que ainda me resta vou ao Pingo Doce comprar coisas para um snack de boas-vindas. É bom que tenhas trazido um íman de Roma como deve ser, E.
segunda-feira, 11 de maio de 2015
Multitasker das amizades
Às vezes sou invadida por uma sensação de vazio, já sentida no passado, que é obviamente despropositada para uma pessoa já graúda como eu, e que consiste em: queria ser a melhor amiga de alguém.
A verdade é que acho que não sou. Acho que o que me acontece em termos de amizade é o mesmo que me acontece em termos profissionais: consigo ser boa q.b. em tudo o que faço mas não sinto que seja a melhor em nada. É como se a minha especialidade fosse a de não ter especialidade. Sou uma multitasker das amizades: consigo gerir todas muito bem - envio postais a todas as amigas quando estou de férias, não me esqueço do aniversário de nenhuma, nunca permito que o contacto esmoreça - mas como são muitas amizades para gerir ao mesmo tempo, não consigo especializar-me em nenhuma delas.
Mas chega de vazios por hoje. Daqui a duas semanas eu e o E. estaremos a voar para os Açores! Can't wait.
A verdade é que acho que não sou. Acho que o que me acontece em termos de amizade é o mesmo que me acontece em termos profissionais: consigo ser boa q.b. em tudo o que faço mas não sinto que seja a melhor em nada. É como se a minha especialidade fosse a de não ter especialidade. Sou uma multitasker das amizades: consigo gerir todas muito bem - envio postais a todas as amigas quando estou de férias, não me esqueço do aniversário de nenhuma, nunca permito que o contacto esmoreça - mas como são muitas amizades para gerir ao mesmo tempo, não consigo especializar-me em nenhuma delas.
Mas chega de vazios por hoje. Daqui a duas semanas eu e o E. estaremos a voar para os Açores! Can't wait.
quarta-feira, 6 de maio de 2015
A minha chefe é uma besta
É pena que nos últimos tempos só venha cá quando estou num estado alterado como o de hoje. É como se nos bons momentos não quisesse desperdiçar nem um segundo em frente ao computador e nos maus momentos sinta necessidade de escrever tudinho.
Estou farta. A minha chefe é uma besta [desculpem-me o cliché]. A única coisa que ela sabe fazer bem é delegar, reencaminhar e-mails e apontar erros microscópicos aos outros (a mim, em especial). É a mestre da micro-gestão de merda. É o perfeito exemplo de alguém que está numa posição em que nem ela própria sabe como é que ali foi parar. Aconteceu. A empresa cresceu e ela, que andava por ali, tornou-se chefe. O único mérito dela é ter chegado antes dos outros. Ah, e a capacidade dela de transmitir 300 palavras por segundo. Stressadinha.
Sei que nunca vou encontrar outra chefe como a C. [já dizia o provérbio que "não há luar como o de Janeiro nem amor como o primeiro"] mas esperava encontrar um dia um/a chefe que, mesmo não sendo uma fonte de inspiração, fosse menos besta. Alguém que quando vai de férias e me envia, por vez dela, a uma reunião em Guimarães, saiba pelo menos a que reunião é que eu vou. É melhor eu nem começar... hoje estou com uma esgazieira de nervos, que até acabei de inventar uma palavra.
Sonho com o dia em que lhe digo "amanhã vou sair da empresa" e ela fica a braços com todo o trabalho que deixarei por fazer. Gosto de imaginar que nesse dia ela já não se há-de ir embora às 18h00 a correr, enquanto diz baixinho "hoje tenho aula de violino" ou "hoje tenho que ir ao mecânico com o carro" ou "hoje tenho dentista". Ela sai sempre à horinha certa, no matter what! Só se a amarrassem à cadeira é que não saía e mesmo assim tenho dúvidas se não ia com a cadeira atrás. Queria mesmo que ela experimentasse um pouco daquilo que sinto quando toda a gente vai embora às 18h00 e eu fico ali, sozinha e angustiada, com as milhares de urgências que ainda não consegui tratar e que ela no dia seguinte me relembra, aos guinchos, que eram prioridades. Infelizmente a minha conta bancária ainda tem muito presente as indemnizações que tive que pagar às minhas últimas duas empresas por sair sem dar o aviso com o tempo necessário. Resta saber se na altura a minha sede de vingança falará mais alto que o dinheiro.
Agora vou é estrelar um ovo e devorá-lo [rezando para que ele não se instale em nenhuma parte do meu corpo... não é assim que vou baixar dos 65kg].
Estou farta. A minha chefe é uma besta [desculpem-me o cliché]. A única coisa que ela sabe fazer bem é delegar, reencaminhar e-mails e apontar erros microscópicos aos outros (a mim, em especial). É a mestre da micro-gestão de merda. É o perfeito exemplo de alguém que está numa posição em que nem ela própria sabe como é que ali foi parar. Aconteceu. A empresa cresceu e ela, que andava por ali, tornou-se chefe. O único mérito dela é ter chegado antes dos outros. Ah, e a capacidade dela de transmitir 300 palavras por segundo. Stressadinha.
Sei que nunca vou encontrar outra chefe como a C. [já dizia o provérbio que "não há luar como o de Janeiro nem amor como o primeiro"] mas esperava encontrar um dia um/a chefe que, mesmo não sendo uma fonte de inspiração, fosse menos besta. Alguém que quando vai de férias e me envia, por vez dela, a uma reunião em Guimarães, saiba pelo menos a que reunião é que eu vou. É melhor eu nem começar... hoje estou com uma esgazieira de nervos, que até acabei de inventar uma palavra.
Sonho com o dia em que lhe digo "amanhã vou sair da empresa" e ela fica a braços com todo o trabalho que deixarei por fazer. Gosto de imaginar que nesse dia ela já não se há-de ir embora às 18h00 a correr, enquanto diz baixinho "hoje tenho aula de violino" ou "hoje tenho que ir ao mecânico com o carro" ou "hoje tenho dentista". Ela sai sempre à horinha certa, no matter what! Só se a amarrassem à cadeira é que não saía e mesmo assim tenho dúvidas se não ia com a cadeira atrás. Queria mesmo que ela experimentasse um pouco daquilo que sinto quando toda a gente vai embora às 18h00 e eu fico ali, sozinha e angustiada, com as milhares de urgências que ainda não consegui tratar e que ela no dia seguinte me relembra, aos guinchos, que eram prioridades. Infelizmente a minha conta bancária ainda tem muito presente as indemnizações que tive que pagar às minhas últimas duas empresas por sair sem dar o aviso com o tempo necessário. Resta saber se na altura a minha sede de vingança falará mais alto que o dinheiro.
Agora vou é estrelar um ovo e devorá-lo [rezando para que ele não se instale em nenhuma parte do meu corpo... não é assim que vou baixar dos 65kg].
quarta-feira, 11 de março de 2015
Há dias destes
Há dias destes. Em que tudo o que tens não te chega. E achas mesmo que precisavas era de ir para outro país ou mudar radicalmente o estilo de vida ou mudar de emprego. Parece até que qualquer coisa servia, desde que fosse diferente do que é agora.
Há dias destes. Em que me esqueço que sou a pessoa mais feliz do mundo e qualquer pequena tristeza do quotidiano me faz sentir miserável: porque as paredes do nosso quarto estão vazias e eu nunca pendurei lá nada; porque gostava de ter mais roupa, mais bonita e que me ficasse bem; porque voltei a comer flocos quando cheguei a casa em vez da sopa sem batata.
Há dias destes.
terça-feira, 3 de fevereiro de 2015
Gaiolas
Quando li hoje isto no blogue da D. soube, imediatamente, que tinha que estar aqui:
"Somos assim. Sonhamos o voo, mas tememos a altura. Para voar é preciso ter coragem para enfrentar o terror do vazio. Porque é só no vazio que o voo acontece. O vazio é o espaço da liberdade, a ausência de certezas. Mas é isso que tememos: o não ter certezas. Por isso trocamos o voo por gaiolas. As gaiolas são o lugar onde as certezas moram" [Rubem Alves].
É verdade, não é?
"Somos assim. Sonhamos o voo, mas tememos a altura. Para voar é preciso ter coragem para enfrentar o terror do vazio. Porque é só no vazio que o voo acontece. O vazio é o espaço da liberdade, a ausência de certezas. Mas é isso que tememos: o não ter certezas. Por isso trocamos o voo por gaiolas. As gaiolas são o lugar onde as certezas moram" [Rubem Alves].
É verdade, não é?
segunda-feira, 12 de janeiro de 2015
Welcome 2015!
Tanta coisa mudou desde que escrevi aqui a última vez. Afinal já estamos num novo ano... welcome 2015! Por onde começar?
Será que 2015 conseguirá superar 2014?
- Estou casada há quase 3 meses com o homem dos meus sonhos e a vida flui, como eu sempre soube que ia fluir com ele.
- Conheci Nova Iorque, é a cidade dos meus sonhos. Sei que voltarei lá um dia!
- Defendi a tese de mestrado. E com 16 valores. Sou mestre!
- Tenho uma Yämmi e agora até me sinto gente grande a cozinhar. Há que prender o homem pela barriga que isto pela cama torna-se mais complicado com a idade!
- A D. está grávida, imagine-se! Estou em pulgas por ela!
- Os dissabores intensificaram-se no trabalho. O novo processo de procura intensiva já começou. Uma pena...
Será que 2015 conseguirá superar 2014?
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