sexta-feira, 31 de julho de 2015

Chefe termostato

Hoje descobri o tipo de chefe que tenho: chefe termostato. Encontrei um artigo que, se não fosse o autor referir que 80% dos chefes são deste tipo, eu acreditava que ele conhecia a M. e que ela tinha sido a sua musa inspiradora.

"Muitos chefes [...] funcionam como um termostato. Enquanto as coisas vão correndo bem, o circuito mantém-se desligado e não existe qualquer reacção da parte deles. Quando algo de menos bom se passa, o circuito liga, eles acordam e tratam de zurzir. Tal como o termostato, só ligam para corrigir,  repreender, censurar e punir. Nunca para reconhecer, recompensar e, muito menos, celebrar. Este tipo de gestores pensa, genuinamente, que o seu principal papel é corrigir o que está mal e não reforçar e incentivar o que está bem. Focam-se em procurar erros e raramente têm um gesto de reconhecimento por um bom trabalho. Para quê? Só fizeram a sua obrigação! [...]. Para eles o importante é ter procedimentos claros e sistemas de controlo que permitam detectar e corrigir os comportamentos desalinhados. Trata-se de manter a disciplina, é para isso que me pagam!".

Enviei o artigo completo à A. e a resposta foi: "é tão igual que arrepia". Se arrepia.

domingo, 19 de julho de 2015

Bocadinhos de ti

Cada vez que vamos a Coimbra perco um bocadinho de ti e não percebo porquê se foi aí que o nosso amor começou. Depois recupero-o já em Lisboa, quando voltamos à nossa rotina. Valha-me isso.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Amigas da onça

Tenho-me apercebido, com o avançar da idade, que as amigas que me conhecem há mais tempo, as que conhecem o melhor [e talvez o pior] de mim, são aquelas de quem, cada vez mais, espero menos. Parece que essas amigas andam demasiado ocupadas a serem amigas da onça e não minhas. Felizmente tenho outras amigas, cuja amizade não é medida pelo número de anos em que nos conhecemos, mas sim pelo número de risos, desabafos e choros partilhados.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

A tia pequenina morreu

A tia pequenina morreu. E ainda que soubesse que este dia estava para chegar, parece que me apanhou desprevenida à mesma. Com a morte da tia pequenina, morreu também uma parte da minha infância. Aquela em que saltávamos de sofá em sofá com medo das baratas [nunca me esquecerei que partimos, numa dessas cowboyadas, o candeeiro épico da sala]. Aquela em que ela me ensinou a assobiar na cozinha [como é que me lembro disto como se tivesse sido ontem?]. Aquela em que eu e o J. vimos e fomos jurar à A. que a tia tinha comido um aranhão. Ainda hoje tenho dúvidas se o comeu.
Espero que estejas agora com a avó e que se estejam a dar bem. Tomem conta uma da outra, por favor. E obrigada por todo o amor que deste sempre à minha mãe.