Há dias destes. Em que me esqueço que sou a pessoa mais feliz do mundo e qualquer pequena tristeza do quotidiano me faz sentir miserável: porque as paredes do nosso quarto estão vazias e eu nunca pendurei lá nada; porque gostava de ter mais roupa, mais bonita e que me ficasse bem; porque voltei a comer flocos quando cheguei a casa em vez da sopa sem batata.
Há dias destes.