quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Considerações de uma quarta-feira como outra qualquer

A S. ligou-me no fim-de-semana passado com duas bombas: está grávida novamente e vem viver para Lisboa no fim do ano. E eu que achava que casar, ir de lua-de-mel, e terminar um mestrado tudo de seguida era viver no fio da navalha.

Faz amanhã um mês que comecei a fazer dieta e, segundo a traidora da minha balança, não perdi nem um quilo. Acho que nem quinhentas gramas. A sério, como é que é possível? Tirando a asneira no outro dia em casa da M. e do J. [já sabia que me ia meter na boca do lobo] e de uns quantos descontrolos no passado fim-de-semana em Acobaça [mesmo assim não bebi refrigerantes!], tenho passado uma fome desgraçada! Acresce ao meu sofrimento o facto de o E. passar a vida a comer gelado e amendoins ao pé de mim. Vou voltar para a Capitão, está decidido. E se ela não conseguir que eu perca pelo menos cinco quilos... God help me.

Começo a acreditar que o telefonema pelo qual aguardo há... já nem sei quanto tempo [se começar a fazer contas, desespero] nunca vai chegar. Parece que os e-mails, os telefonemas, as entrevistas, os press releases... nada disso aconteceu nesta vida mas numa outra qualquer, há muito muito tempo, da qual tenho apenas uma vaga memória. Parece que foi um delírio meu, que foi tudo fantasiado por mim. Ou então como quando se conta uma mentira tantas vezes que se chega a acreditar nela. Acho que até já perdi a esperança que me queiram. Já só quero que me dêem o golpe da misericórdia para que eu me liberte e consiga perseguir outra oferta de emprego com igual afinco.

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