sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Arrumar as ideias

É preciso parar, é preciso arrumar as ideias e também este turbilhão de sentimentos.
Voltei noiva da Tunísia! Quem diria que eu ainda casava antes dos 30? Sim, daqui a um mês vou estar casada com o meu namorado de liceu, com o homem da minha vida! E quero que nesse dia ele se apaixone ainda mais por mim, que a nossa lua-de-mel seja inesquecível, que, mesmo quando for velhinha, consiga fechar os olhos e reviver esse dia. Mas depois também quero voltar à nossa deliciosa rotina. Quero voltar a enroscar-me nele, no sofá, a ver as nossas séries. O meu porto seguro! E não quero que nada mude, à excepção das alianças nos nossos dedos.
Para equilibrar esta verdadeira explosão de alegria, no trabalho tenho tido alguns dissabores - umas quantas bocas foleiras e uns ralhetes ao de leve mas muito injustos - que começam a revoltar-me. Isso e o meu ordenado de merda. Infelizmente, sei bem qual é o próximo passo quando isto começa a tomar este rumo. Estou condenada!

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Amargo de boca

Às vezes acho que não gosto de ti. Irritas-me, pões-me a transpirar, fazes-me gritar, dizer coisas horríveis, atirar objectos ao chão. Transfiguro-me por tua culpa. Devia ter-te mentido.
Que multa com um amargo tão grande de boca.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Epidemia

Anda aí uma epidemia: tudo a engravidar como se o mundo fosse acabar amanhã. E agora que estou prestes a terminar o mestrado, qual será a minha desculpa para não estar a tentar engravidar ou para não estar grávida como meio mundo?
Mas não é isso que me irrita. Há que respeitar que isso é uma moda, como os colares de correntes, os bikinis cai-cai com folhos, ou as pulseiras feitas de elásticos. O que me irrita é as mulheres grávidas acharem que descobriram a última Coca-Cola do deserto e dizerem a toda a hora coisas como "é e-s-p-e-c-t-a-c-u-l-a-r estar grávida!", "ser mãe nova é do melhor!",  "planeamos ter mais cinco filhos depois deste!" ou "por que não pensas em engravidar também?".
E depois, com um merecido primeiro lugar no pódio da irritação, essa coisa chamada de baby shower. Uma tendência relativamente recente das altas camadas sociais, mas que já alastrou aos pobres, humildes e ignorantes. Sim, até a C., aldeola até dizer basta, organizou um baby shower para a irmã. Chiquérrimo.
Para mim, baby showers servem para fazer a malta que ainda não tem dinheiro para pensar em gravidezes gastar uma pipa de massa com as amigas ricas. E essas são as que não precisam pois têm dinheiro para oferecer o mundo aos seus próximos cinco rebentos dourados.

domingo, 27 de julho de 2014

Sonho de uma noite de Verão

Pesquisámos, pesquisámos e pesquisámos. Chafurdámos os quatro cantos desse grande mundo que é a internet. Tínhamos quase turnos definidos, muitas vezes em equipa: um com o ipad aberto, o outro a dar apoio no portátil. Nada nos escapou: sites de agências de viagens, fóruns de discussão, blogues de mamãs e de luas-de-mel. Até no Instagram cheguei a fazer pesquisas. Foram enviados mil e-mails com pedidos de preços e disponibilidades e feitos alguns telefonemas. Fomos ao Colombo, às agências de viagem que andam por lá. Depois de tanta demora, o inevitável - e expectável, I guess - aconteceu: marcámos umas férias tão espectaculares quanto... caras. Logo agora que já não tenho o meu ordenado milionário!
Mas - preparem-se para a parte boa - vamos ficar alojados num hotel de 5 estrelas, com a praia a uns escassos metros de distância, num sítio que comecei a desejar há pouco tempo mas muito intensamente. Foi quase como se tivesse acordado um dia e desejado esse destino, foi o verdadeiro sonho de uma noite de Verão.
Entretanto, tirei hoje o passaporte e o meu maior receio concretizou-se: pareço uma prisioneira de guerra na fotografia. Vi logo que ia ficar medonha quando a senhora que me atendeu disse que eu tinha que tirar o cabelo da frente dos olhos e das sobrancelhas. Sim, não bastava dos olhos, tinha que o tirar de cima das sobrancelhas também! Para a próxima levo uma bandolete com borboletas, lembrem-me. E para a receita do desastre ficar completa, não me deixou sorrir.
Quanto àqueles 10 kg que tenho que perder, ainda só vão em 4 kg. Não está fácil, os 29 começam-se a fazer sentir.

sábado, 28 de junho de 2014

Stress conimbricense

Definição: é aquele stress que é miúdinho - como a morrinha - mas ainda assim capaz de nos fazer discutir por uma qualquer merdice. Ocorre sempre aos sábados de manhã em que vamos a Coimbra, nas horas que antecedem a partida.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Férias aprovadas, dieta à vista

Há exactamente uma semana, um milagre deu-se: férias aprovadas para os dois, com dois meses e meio de antecedência. Belisquem-me, por favor! (de preferência nas pernas, sempre ajuda com a celulite).
Com a certeza de que vamos desfrutar de umas maravilhosas férias numa qualquer praia, a necessidade de aniquilar os malditos 10 kg que já alcançaram, inclusivamente, a minha barriga - local onde a gordura nunca antes ousara instalar-se -, urge. No ano passado ainda tirava fotos decentes da cintura para cima. Neste momento o corte na foto teria que ser feito imediatamente abaixo das maminhas. E, pelo andar da coisa, se não controlo isto, em Agosto só me safo com fotos tiradas do pescoço para cima (estes braços parecem estar a levar doses diárias de cortisona, Deus!)
Entretanto aceitam-se sugestões. De destinos de férias, claro, porque sugestões de dietas não preciso. "Come menos", disse o E. uma vez. Genius.

terça-feira, 17 de junho de 2014

Hoje sou aço

Hoje partiste-me o coração. A mim, que tenho contado todos os minutos do meu dia para ouvir a tua voz. Odeio injustiças e é a isso que me agarro hoje. Porque hoje não me agarro ao teu pijama. Hoje sou forte. Hoje sou aço.

sábado, 14 de junho de 2014

Volta, bússola da minha vida

Hoje tive que enfrentar a realidade: sem ti, E., desoriento-me. Pelo menos aos fins-de-semana.

#1 Consigo ser um verdadeiro eremita das grutas. Posso passar um sábado inteiro de pijama, sem tomar banho, sem lavar os dentes, sem respirar ar fresco, praticamente sem ver a luz do dia. É triste!
#2 Sou demasiado preguiçosa para cozinhar só para mim. Ou vem cá alguém comer - e aí eu faço uma proper meal - ou sobrevivo só com flocos, leite, pão, cerveja, iogurte, fruta, gelado, bolachas... qualquer coisa que andar por aqui à solta.
#3 Perco a noção das horas. É como se os relógios parassem de funcionar quando não estás. Almoço às 16h00 (se almoçar), tomo banho às 22h30 (se tomar), deito-me às 2h00. É a desorientação total.
#4 Não podia ficar mais indiferente a tudo aquilo que normalmente me causa stress: pilhas de louça suja para meter na máquina, mantas no sofá por dobrar, roupa suja a transbordar do cesto, cama por fazer. Simplesmente ignoro.
#5 Não ligo a televisão. Passo por ela, penso que tenho que a ligar para me fazer companhia, mas nunca a ligo. Não sei explicar porquê.
#6 Roo as unhas.

Volta rápido, bússola da minha vida. Preciso de ti para ser eu, no meu melhor!

terça-feira, 10 de junho de 2014

Angola, a quanto me obrigas...

Perdi a conta ao número de vezes que falámos em Angola. E, ainda que custe a acreditar agora, tenho a certeza de que falámos sempre disso como uma coisa positiva. No entanto, quando o momento chegou, transformei-me numa folha de papel. Desse vegetal, onde vem embrulhada a massa quebrada do Pingo Doce.
"São só duas semanas, não sejas ridícula", grito eu para mim mesma, em pensamento. Mas a verdade é que me sinto como um telemóvel com a bateria a 10%: aguento-me mas à rasquinha.

quinta-feira, 27 de março de 2014

Um dia...

...também hei-de questionar se a louça que está na máquina é suja ou limpa. É uma dúvida a que quem a mete e tira de lá todos os dias não se pode dar ao luxo de ter.

sábado, 22 de março de 2014

Já dizia Confúcio...

Escolhe um trabalho de que gostes e não terás que trabalhar nem um dia da tua vida.
Um ano está garantido, pelo menos!

sábado, 15 de março de 2014

Ajustar as velas

Aquele momento em que nos comovemos com um reconhecimento que não esperávamos.

Fast and fur... glorious

Quando nos levantamos todos os dias de manhã para fazer algo de que gostamos, que compreendemos, que nos preenche, a vida ganha um ritmo muito mais rápido. Parece que não se tem tempo para nada e, no entanto, fazem-se muito mais coisas com muito menos tempo do que antes. Quem consegue explicar isto?

segunda-feira, 10 de março de 2014

Torpedos

Amanhã vai ser um dia importante. Para mim. E começa-me a querer parecer que a cada dia importante para mim vem sempre agregada uma véspera de merda. Deve estar tudo incluído no pacote, eu é que não li as letras pequenas.
Deviam ensinar-nos logo de pequenos a não partilhar as nossas fraquezas e as nossas inseguranças com ninguém. Muito menos com aqueles de quem mais gostamos. São esses os que, mal precisam, as usam contra nós. Certeiras como torpedos teleguiados, parecem ter as coordenadas do nosso coração inseridas. Tau. Atingem-nos em cheio quando menos esperamos e derrubam-nos numa questão de segundos.
Agora vou é dormir. Já que quanto ao coração apertado não há muito a fazer, ao menos vou tentar evitar os papos nos olhos. Porque amanhã vai ser um dia importante. Para mim.

quarta-feira, 5 de março de 2014

Afinal a melhor prenda ainda estava para vir...

É engraçado sentir o que sinto por uma amiga que é amiga há apenas um ano e pouco. Mas ela sabe que eu gostei dela desde o primeiro momento. É assim. Há pessoas que nos conquistam imediatamente. Uma espécie de amor à primeira vista versão amizade.
No outro dia recebi um daqueles e-mails que temos que reencaminhar para sete pessoas senão cai-nos uma bigorna em cima. No meio de umas quantas baboseiras, dizia "rodeia-te de pessoas positivas". Dei por mim a pensar na J. pois ela é esse tipo de pessoa, aquela de que toda a gente se deveria rodear.
E é por isso que este post é dedicado a ti, minha amiga (sim, não gosto de te chamar de colega - cria uma distância desconfortável - apesar de também o seres). Porque és fantástica. Porque me deste hoje - com um atraso memorável - a melhor prenda de anos de sempre. Porque és tu que mais me vais doer na mudança por mim imposta.


E agora venham de lá esses cocktails para brindar a esta amizade sem filtros ou filhos (whatever, both true) e sem limites!

segunda-feira, 3 de março de 2014

Gomas, queques e suminhos

Festas de aniversário de crianças é a melhor coisinha do mundo.
É reconfortante saber a priori que não vou acabar a festa a babar-me no sofá de alguém (estas festas começam por volta das 16:00 e não por volta das 22:00, hora a que, regra geral, já começo a vislumbrar mentalmente a minha cama). Em vez de vinho e enchidos - que odeio com todas as minhas forças - há sempre coisinhas boas como gomas, queques e suminhos. E não esquecer toda a envolvência de balões, serpentinas e brinquedos que me fazem regressar à infância. A festa da MJ, no sábado passado, não foi excepção.
Muitos parabéns, minha querida, pelo teu primeiro ano de vida!

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Audaces fortuna juvat

Audaces fortuna juvat. Ou a sorte favorece os audazes. Esta é a frase do dia. Não sei se sou audaz ou simplesmente persistente. Whatever, it worked.
E não quero que isto soe a discurso dos óscares mas... obrigada E., sem ti não seria possível.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Doa a quem doer

Hoje vou tirar um daqueles palmiers recheados da máquina. E na tentativa de me redimir desta loucura premeditada, prometo aqui e agora que logo não farei batota no ginásio, na parte das flexões.
E é assim que confirmarmos que somos mulheres: quando em dias de extrema ansiedade - como o de hoje - necessitamos mais de açúcar no organismo do que de ar para respirar. 

Sim, é uma tartaruga e depois?

Andávamos há meses a namorar o candeeiro. Normalmente até temos gostos distintos mas quis o destino unir-nos nesta paixão improvável pela Art Nouveau! Felizmente, o sítio onde o colocar também era óbvio para os dois: em cima da sapateira, no hall de entrada.
Numa dessas tardes de sábado em que normalmente percorremos quilómetros e quilómetros em lojas mas não compramos nada porque:
#1 não nos apetece gastar dinheiro
#2 nenhum dos dois quer tomar decisões
#3 "pode aparecer um/a mais barato/a"
#4 "pode aparecer um/a mais giro/a"
(e onde pagamos sempre um balúrdio de estacionamento no Colombo) encontrámo-lo paciente, à nossa espera n'A Loja do Gato Preto, por metade do preço. Nesse dia veio connosco. Não nos arrependemos!

 
Numa das muitas incursões à zona dos candeeiros, fiquei com um outro debaixo de olho, em forma de tartaruga. Sim, tartaruga. Ficou tudo muito espantado porque, afinal de contas, "tu gostas é de mochos". E lá porque gosto de mochos não posso também gostar de tartarugas? Olhem-me esta!
A verdade é que não descansei enquanto o candeeiro da tartaruga não foi meu. Pedi-o ao E. nos anos e recebi-o. Fiz questão de estar presente no acto da compra, já que queria um sem defeitos e queria escolher as cores (eles são todos diferentes, não é maravilhoso?).


Houve quem ousasse desafiar-me, dizendo que o candeeiro não era uma tartaruga mas sim um cágado (e ainda estou para descobrir se a ausência de acento era propositada). Tive inclusivamente direito a envio de fotos demonstrativas da diferença entre uma tartaruga e um cágado. Para mim é uma tartaruga e não estou aberta a negociações.

Mais tarde, ao telefone, a D. disse-me que chamava a este tipo de prendas as "prendas envenenadas": prendas que não são bem para nós, que acabam por ser é para a casa. Mas o meu candeeiro tartaruga não é nada envenenado. Não é para a casa, é só para mim, é só meu. My precious.

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Derreti


Adorei o suporte para velas com mochos da Gilde, o creme das mãos coruja, de jasmim, da Puckator, os cartõezinhos de parabéns, o dinheiro, a orquídea, os três bálsamos da Gwdihw, o acessório para pintar as unhas dos pés e o saco da Yves Rocher, o casaco da Desigual, o bonsai da Kefrô (baptizei-o de Carmona, by the way) e o candeeiro tartaruga d'A Loja do Gato Preto... mas há lá prenda de anos que supere esta?

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

A importância do bracinho cruzado no Linked In

Hoje, enquanto saltitava de perfil em perfil no Linked In, como é meu costume, tive uma epifania. Descobri, por que é que, provavelmente, não faço tanto sucesso no Linked In como pensei um dia que poderia fazer: na minha fotografia não tenho os braços cruzados. Aliás, nem se vêem os meus braços. A fotografia do meu perfil é, imagine-se, a minha cara! Que simplória me saí.

É imperativo para quem quer vingar no Linked In ter uma boa fotografia. E quem ainda não percebeu que o bracinho cruzado no peito passa uma mensagem mais eficiente de profissionalismo do que um bom currículo, anda certamente a dormir, como eu.

Segundo a minha pesquisa, o ângulo pode variar: podemos estar completamente de frente ou ligeiramente de lado. A expressão facial é algo igualmente flexível: podemos sorrir – uma gargalhada enquanto se fixa um ponto no horizonte como se tivéssemos sido apanhados num momento natural de alegre descontração é um clássico - ou mostrar-nos sérios. Também não parece existir um dress code rígido: as mulheres usam qualquer coisa que lhes dê um ar de mulher moderna e os homens optam quase sempre pelo fato mesmo que, habitualmente, só o usem em dia de casamento. Porque, no final do dia, o importante é o cruzar de braços!


Só há algo que me intriga nisto tudo: é que, popularmente, “estar de braços cruzados” significa não fazer nada. Mas, contradições à parte, não custa tentar. E como normalmente não abunda o dinheiro a quem anda à procura de emprego, até se pode tentar tirar a fotografia em casa: só não esquecer de fazer desaparecer os pratos na parede e a cortina de renda da avó.