Quase a um mês de ter recebido aquela notícia, estou mais calma. Quer dizer, ainda hoje chorei. Não queria mesmo nada mas foi impossível evitar. Estava a tentar não fixar a médica, a engolir em seco a ver se aquele sufoco me passava mas assim que tive que pronunciar uma palavra, o choro que já se adivinhava aconteceu. Ainda assim, acho que posso dizer que estou mais calma hoje.
As palavras sinceras e de conforto da M. relativamente a este assunto ajudaram bastante. Até ver é a única amiga com quem me abro a 100%, sem máscaras, sem maquilhagem. É a amiga que me quer genuinamente bem a mim e ao E., que não compete comigo, que me compreende.
Traçámos um plano. Até ao meu próximo aniversário, vou estar descontraída. Não vou olhar obssessivamente para o calendário - até porque não me vale de muito - e vou tomar aquilo que me mandaram tomar. Depois logo verei. Como diz a M., como quem fala descontraídamente de uma viagem ao México na época das monções: "o que tiver que ser, será".