sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Audaces fortuna juvat

Audaces fortuna juvat. Ou a sorte favorece os audazes. Esta é a frase do dia. Não sei se sou audaz ou simplesmente persistente. Whatever, it worked.
E não quero que isto soe a discurso dos óscares mas... obrigada E., sem ti não seria possível.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Doa a quem doer

Hoje vou tirar um daqueles palmiers recheados da máquina. E na tentativa de me redimir desta loucura premeditada, prometo aqui e agora que logo não farei batota no ginásio, na parte das flexões.
E é assim que confirmarmos que somos mulheres: quando em dias de extrema ansiedade - como o de hoje - necessitamos mais de açúcar no organismo do que de ar para respirar. 

Sim, é uma tartaruga e depois?

Andávamos há meses a namorar o candeeiro. Normalmente até temos gostos distintos mas quis o destino unir-nos nesta paixão improvável pela Art Nouveau! Felizmente, o sítio onde o colocar também era óbvio para os dois: em cima da sapateira, no hall de entrada.
Numa dessas tardes de sábado em que normalmente percorremos quilómetros e quilómetros em lojas mas não compramos nada porque:
#1 não nos apetece gastar dinheiro
#2 nenhum dos dois quer tomar decisões
#3 "pode aparecer um/a mais barato/a"
#4 "pode aparecer um/a mais giro/a"
(e onde pagamos sempre um balúrdio de estacionamento no Colombo) encontrámo-lo paciente, à nossa espera n'A Loja do Gato Preto, por metade do preço. Nesse dia veio connosco. Não nos arrependemos!

 
Numa das muitas incursões à zona dos candeeiros, fiquei com um outro debaixo de olho, em forma de tartaruga. Sim, tartaruga. Ficou tudo muito espantado porque, afinal de contas, "tu gostas é de mochos". E lá porque gosto de mochos não posso também gostar de tartarugas? Olhem-me esta!
A verdade é que não descansei enquanto o candeeiro da tartaruga não foi meu. Pedi-o ao E. nos anos e recebi-o. Fiz questão de estar presente no acto da compra, já que queria um sem defeitos e queria escolher as cores (eles são todos diferentes, não é maravilhoso?).


Houve quem ousasse desafiar-me, dizendo que o candeeiro não era uma tartaruga mas sim um cágado (e ainda estou para descobrir se a ausência de acento era propositada). Tive inclusivamente direito a envio de fotos demonstrativas da diferença entre uma tartaruga e um cágado. Para mim é uma tartaruga e não estou aberta a negociações.

Mais tarde, ao telefone, a D. disse-me que chamava a este tipo de prendas as "prendas envenenadas": prendas que não são bem para nós, que acabam por ser é para a casa. Mas o meu candeeiro tartaruga não é nada envenenado. Não é para a casa, é só para mim, é só meu. My precious.

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Derreti


Adorei o suporte para velas com mochos da Gilde, o creme das mãos coruja, de jasmim, da Puckator, os cartõezinhos de parabéns, o dinheiro, a orquídea, os três bálsamos da Gwdihw, o acessório para pintar as unhas dos pés e o saco da Yves Rocher, o casaco da Desigual, o bonsai da Kefrô (baptizei-o de Carmona, by the way) e o candeeiro tartaruga d'A Loja do Gato Preto... mas há lá prenda de anos que supere esta?

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

A importância do bracinho cruzado no Linked In

Hoje, enquanto saltitava de perfil em perfil no Linked In, como é meu costume, tive uma epifania. Descobri, por que é que, provavelmente, não faço tanto sucesso no Linked In como pensei um dia que poderia fazer: na minha fotografia não tenho os braços cruzados. Aliás, nem se vêem os meus braços. A fotografia do meu perfil é, imagine-se, a minha cara! Que simplória me saí.

É imperativo para quem quer vingar no Linked In ter uma boa fotografia. E quem ainda não percebeu que o bracinho cruzado no peito passa uma mensagem mais eficiente de profissionalismo do que um bom currículo, anda certamente a dormir, como eu.

Segundo a minha pesquisa, o ângulo pode variar: podemos estar completamente de frente ou ligeiramente de lado. A expressão facial é algo igualmente flexível: podemos sorrir – uma gargalhada enquanto se fixa um ponto no horizonte como se tivéssemos sido apanhados num momento natural de alegre descontração é um clássico - ou mostrar-nos sérios. Também não parece existir um dress code rígido: as mulheres usam qualquer coisa que lhes dê um ar de mulher moderna e os homens optam quase sempre pelo fato mesmo que, habitualmente, só o usem em dia de casamento. Porque, no final do dia, o importante é o cruzar de braços!


Só há algo que me intriga nisto tudo: é que, popularmente, “estar de braços cruzados” significa não fazer nada. Mas, contradições à parte, não custa tentar. E como normalmente não abunda o dinheiro a quem anda à procura de emprego, até se pode tentar tirar a fotografia em casa: só não esquecer de fazer desaparecer os pratos na parede e a cortina de renda da avó.