terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

A importância do bracinho cruzado no Linked In

Hoje, enquanto saltitava de perfil em perfil no Linked In, como é meu costume, tive uma epifania. Descobri, por que é que, provavelmente, não faço tanto sucesso no Linked In como pensei um dia que poderia fazer: na minha fotografia não tenho os braços cruzados. Aliás, nem se vêem os meus braços. A fotografia do meu perfil é, imagine-se, a minha cara! Que simplória me saí.

É imperativo para quem quer vingar no Linked In ter uma boa fotografia. E quem ainda não percebeu que o bracinho cruzado no peito passa uma mensagem mais eficiente de profissionalismo do que um bom currículo, anda certamente a dormir, como eu.

Segundo a minha pesquisa, o ângulo pode variar: podemos estar completamente de frente ou ligeiramente de lado. A expressão facial é algo igualmente flexível: podemos sorrir – uma gargalhada enquanto se fixa um ponto no horizonte como se tivéssemos sido apanhados num momento natural de alegre descontração é um clássico - ou mostrar-nos sérios. Também não parece existir um dress code rígido: as mulheres usam qualquer coisa que lhes dê um ar de mulher moderna e os homens optam quase sempre pelo fato mesmo que, habitualmente, só o usem em dia de casamento. Porque, no final do dia, o importante é o cruzar de braços!


Só há algo que me intriga nisto tudo: é que, popularmente, “estar de braços cruzados” significa não fazer nada. Mas, contradições à parte, não custa tentar. E como normalmente não abunda o dinheiro a quem anda à procura de emprego, até se pode tentar tirar a fotografia em casa: só não esquecer de fazer desaparecer os pratos na parede e a cortina de renda da avó.

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