Anda aí uma epidemia: tudo a engravidar como se o mundo fosse acabar amanhã. E agora que estou prestes a terminar o mestrado, qual será a minha desculpa para não estar a tentar engravidar ou para não estar grávida como meio mundo?
Mas não é isso que me irrita. Há que respeitar que isso é uma moda, como os colares de correntes, os bikinis cai-cai com folhos, ou as pulseiras feitas de elásticos. O que me irrita é as mulheres grávidas acharem que descobriram a última Coca-Cola do deserto e dizerem a toda a hora coisas como "é e-s-p-e-c-t-a-c-u-l-a-r estar grávida!", "ser mãe nova é do melhor!", "planeamos ter mais cinco filhos depois deste!" ou "por que não pensas em engravidar também?".
E depois, com um merecido primeiro lugar no pódio da irritação, essa coisa chamada de baby shower. Uma tendência relativamente recente das altas camadas sociais, mas que já alastrou aos pobres, humildes e ignorantes. Sim, até a C., aldeola até dizer basta, organizou um baby shower para a irmã. Chiquérrimo.
Para mim, baby showers servem para fazer a malta que ainda não tem dinheiro para pensar em gravidezes gastar uma pipa de massa com as amigas ricas. E essas são as que não precisam pois têm dinheiro para oferecer o mundo aos seus próximos cinco rebentos dourados.
Para mim, baby showers servem para fazer a malta que ainda não tem dinheiro para pensar em gravidezes gastar uma pipa de massa com as amigas ricas. E essas são as que não precisam pois têm dinheiro para oferecer o mundo aos seus próximos cinco rebentos dourados.
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